Os carros mais baratos a venda no mercado gaúcho

Em contrapartida à matéria sobre o alto custo do luxo sobre rodas no Rio Grande do Sul, nesta semana Carros e Motos mostra os carros mais baratos a venda no mercado gaúcho. Mais baratos, mas o que não significa falta de qualidade ou de atenção das fábricas para com os proprietários destes carros, que contam com amplas redes de assistência técnica e em alguns casos, garantia de até três anos para enfrentar a invasão de carros chineses e indianos que se anuncia para breve no mercado autoimotivo.

Claudio Santana Bernardes, Gerente de Vendas da Simpala, destaca o veículo 1.0 mais barato da GM, o Celta Life 02 portas, que tem seu valor inicial a partir de R$ 24.000,00. Cláudio salienta que a linha Celta oferece um financiamento exclusivo do Banco GMAC com zero de entrada e prestações de R4 594,10 em 48 meses, com parcela final de R4 7.380,00, que equivaleria à entrada do carro. Nesta modalidade, o cliente tem várias opções, entre elas, pode optar pela troca do seu carro, onde o valor da última parcela é descontado da avaliação do carro usado, vender o carro para a concessionária, e esta quita a prestação final ou refinanciar esta parcela final em até 24 vezes. A garantia oferecida pela fábrica é de um ano sem limite de quilometragem e o Celta conta com a confiabilidade da marca GM com mais de 500 concessionárias espalhadas em todo Brasil e Mercosul, bem como um baixo custo de seguro, manutenção e consumo de combustível e mínima desvalorização de mercado, enfatiza Cláudio.

Na linha Volkswagen, o Gol 1.0 City é o modelo de entrada da marca. Segundo Elton Pfeifer, gerente de vendas da Panambra, são comercializadas cerca de 100 unidades do modelo Gol, e destas, 90% são do modelo City 1.0, que tem preço inicial de R4 24.590,00 na versão duas portas, já equipada com limpador e desembaçador do vidro traseiro e para choques na cor do veículo. Outros atributos que fazem do Gol o carro mais vendido pelo vigésimo ano consecutivo são a ampla rede de concessionários no país, com 450 concessionárias em todo o país, garantia de três anos e a confiabilidade mecânica que o Gol oferece, com um baixo custo de manutenção e um baixo consumo de combustível.

A Ford também entra neste segmento com o ka One, modelo básico da linha, equipado com o motor Zetec Roçam a gasolina. René Feres, gerente de vendas da Superauto salienta que o motor, mesmo sendo somente a gasolina ainda é um motor moderno e que oferece ao condutor um excelente consumo de combustível, embora a fábrica não divulgue estes dados. Segundo Feres, proprietários relatam médias de até 18km/l com o Ka. O carro tem preço inicial de R$ 21.900 e oferece garantia de um ano, sem limite de quilometragem, revisões gratuitas no primeiro ano e financiamento com R$ 1.000 de entrada e saldo em até 84 vezes, ale, de mais de 400 pontos de assistência técnica pelo Brasil, salienta Feres.

Paulo Trevisan, gerente de vendas da Sbardecar Porto Alegre destaca o Mire Fire Flex, com preço que parte de R$ 21.900,00. O carro tem garantia de 105.000 para motor, desde que feitas as revisões e trocas de óleo dentro da concessionária e garantia geral de 1 ano. O carro pode ser 100% financiado. Trevisan salienta que “a Fiat já estuda um modelo de baixo custo prevendo uma demanda para este tipo de veículo num futuro próximo pelo motivo da entrada de veículos chineses e indianos no país. O desafio hoje não é desenvolver carros sem alta tecnologia e de acabamento simples, que venha diminuir os custos de aquisição por parte do consumidor, mas de veículos de desempenho adequado ao uso e dentro dos itens de segurança exigidos nos dias atuais”.

 

Big Bikes agregam alta tecnologia e segurança ao condutor

 

O segmento das Big Bikes, ou motos de alta cilindrada movimentam o mercado de duas rodas. Com alta tecnologia, muitas motos custam o mesmo ou até mesmo mais que veículos de luxo. Marcas como Yamaha e Suzuki brigam neste segmento cobiçado por muitos, mas ao alcance de poucos.

Rogério Schröder da Motoryama Yamaha destaca a esportiva Yamaha YZF-R1. Equipada com um motor de quatro tempos de 998 cm³, ela desenvolve 180 cv e tem cabeçote de quatro válvulas de titânio por cilindro, seguindo a mesma tecnologia utilizada nas pistas do motoGP, além de contar com um escapamento redesenhado para garantir melhor rendimento ao motor e ao mesmo tempo oferecer visual arrojado e agressivo. O chassi da YZF-R é fabricado com diversos tipos de alumínio, oferecendo ao piloto maior maneabilidade e melhor aproveitamento em curvas, além de estabilidade nas retas.  Com preço de R$ 69.000, a moto está disponível para pronta entrega na Motoryama. Outra moto de destaque na linha Yamaha é a MT 01, equipada com o sistema Yamaha de Injeção Eletrônica, o motor de quatro tempos tem dois cilindros em "V" e revestimento cerâmico dispersivo ao calor e cabeçote OHV. Com 1.670 cm³ a MT 01 desenvolve 90 cavalos de potência e conta com um inovador sistema de iluminação de formato exclusivo, composto de duas lâmpadas de dimensões diferentes, uma para o farol alto e outra para a luz baixa e led’s nas lanternas. Seu preço é de R$ 67.000

Na linha Suzuki, a superesportiva GSX-R 750 SRAD é considerada hoje a moto mais moderna do mundo, pelos materiais e ligas empregadas, relação peso x potência incrível, e pelo belo e eficiente design. Vinicius Glazer, da Gódzuki Suzuki enfatiza que com mais de 20 anos de carreira, o modelo surpreende e cativa todos que experimentam pela primeira vez sua potência e maneabilidade. Equipada com um motor DOHC de quatro tempos com quatro cilindros em linha e 16 válvulas, ela tem sistema de injeção de borboletas duplas (SDTV – Suzuki Dual Thottle Valve) e injetor duplo que geram 150 hp em uma moto que pesa 163 kg.

 Vinícius salienta ainda que pilotos experientes concordam que a GSX-R750 é a dose ideal tanto para os antigos conhecedores das pistas quanto para os novatos em busca de adrenalina. Isso porque essa 750cc se mostra ao mesmo tempo dócil como uma 600cc e forte como uma 1000cc. Nervosa e gentil, consegue andar no ritmo de motos bem mais potentes e manter altas velocidades até no centro das curvas, o que prova seu incontestável equilíbrio. A pronta entrega nas cores preta e amarela, tem preço de R$ 57.900 e garantia de um ano sem limite de km.

Otelo Moliterni, diretor da Duaction destaca a volta ao mercado de outro sucesso da Suzuki, a GS 500 E. Equipada com motor bi cilindro de 487 cilindradas, ela conta com refrigeração a ar e alimentação feita por carburador duplo Mikuni BSR34, que desenvolve 48hp e tem preço de R$21.235,00.

 

Baixo custo de peças põe segurança do veículo em risco

Itens de segurança desgastados podem ser potencialmente perigosos em um veículo. Um exemplo disto são os amortecedores de um carro, que ao não atuarem mais, aumentam espaço de frenagens e a inclinação do carro em curvas, podendo ocasionar um acidente além de transmitir solavancos para o habitáculo ao passar por buracos. Assim como embreagem gasta, que pode gerar trepidação no conjunto e aumento no consumo de combustível e a falta de tração, ocasionada pela quebra de uma junta homocinética. Compensa arriscar e usar peças recondicionadas em um carro?

Numa rápida busca feita em lojas de Porto Alegre, o conjunto de amortecedores do Gol City 2005 foi de R$ 120,00 o jogo, recondicionado até R$ 352,00 pelo jogo de amortecedores novos de marca conhecida no mercado. Aqui, entra mais uma vez o mito de que uma concessionária sempre tem o valor mais caro. Consultada nesta pesquisa, o mesmo jogo de amortecedores novos, na Guaibacar teve o preço mais em conta de todas lojas pesquisadas, ficando em R$ 338,00 o jogo dianteiro e traseiro.  A lógica tem se invertido nos últimos tempos de achar que o serviço autorizado sempre é mais caro. Em muitos casos, o valor de uma peça fica muito abaixo do que o valor cobrado pelo mercado paralelo, com a grande vantagem de ser uma peça certificada pela fábrica.

Paulo Hagg, gerente de serviços da Guaibacar destaca que o fabricante coloca dentro da embalagem de uma peça, um produto de qualidade, certificado por engenheiros da fábrica, e que mesmo as peças de reposição são analisadas pela fábrica, que pega lotes destas e analisam sua qualidade para poderem ser colocadas à venda em uma concessionária. Paulo não recomenda o uso de peças recondicionadas, por apresentarem uma baixa durabilidade. Ele enfatiza que em testes realizados com embreagens remanufaturadas, uma peça, que nova dura no mínimo 60.000km, não passa de 20.000km sem apresentar um defeito que honere em mais custos ao proprietário de um carro.

Paulo salienta ainda que peças com problemas contínuos, ou seja, carros que aparecem seguidamente com o mesmo problema, são analisadas pela fábrica juntamente com o fabricante da peça, para que este resolva determinado problema, preocupação esta que o mercado paralelo não tem, resume. 

 

 

 

 

[ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL, Sul, PORTO ALEGRE, Homem, de 26 a 35 anos