Mercado

 

Mais uma vez... O que levar pelo mesmo preço...?

 

        Pra variar, nas minhas andanças pelas lojas e internet, me deparo com uma raridade no nosso mercado. Uma Pathfinder 94 em estado de zero km. Completa, com bancos em couro (impecáveis, não rachados por causa do uso), teto solar, 4x4, câmbio automático e o espaço interno que dispensa comentários, comum a qualquer utilitário esportivo que se destine a família. O preço dela: 22,900 reais. Agora me pergunto, claro que gosto é uma coisa pessoal, não se discute, mas mesmo assim, gosto de jogar mais pimenta nesse assunto. Um veículo 1.0, básico, hoje custa na casa dos 21,900 dependendo do modelo. Vamos colocar aqui, em questão, um Pálio 1.0 fire flex, (nada pessoal, mas foi o que me venho à cabeça de imediato agora por ter visto um anúncio no jornal...). Bom carro, ótimo desempenho graças ao seu motor flex de 65cv (a Fiat fez milagres nesse motor FIRE) e bom consumo. Mas vamos deixar de lado estas questões e analisar somente carro: o que é mais negócio? Uma Pathfinder, completíssima, mesmo com 12 anos de uso, e olha que já andei muito em Pathfinder, de diversos anos, desde o modelo 94 até a 2001 e mesmo na mais antiga, o silêncio no habitáculo é algo anormal para um carro com 12 anos de uso, isso sem falar no conforto de rodagem, algo muito superior nela do que em qualquer utilitário esportivo, que paga anualmente de 500 a 600 reais de IPVA, que consome um pouco acima da média (mas convenhamos, todo luxo tem seu conforto, ainda mais em um congestionamento na BR 116 às 19h... ar ligado e câmbio automático ao invés de vidros abertos, barulho de estrada e embreagem entre uma 1ª e 2ª...), manutenção pouca coisa acima da média, isso quando ela resolve querer visitar uma, coisa bem difícil de acontecer, ou um carro, zero km, sem nem sequer ar quente, mas com cheirinho de novo, que se paga além do preço dele, mais uns 1,200 reais para emplaca-lo e pagar o ipva, além de estar preso a uma garantia de fábrica que sempre que pode, “crava” os dentes na hora da revisão em coisas que nem sempre são necessárias ao carro novo?

Em relação aos custos ainda não citados, pela pesquisa que fiz rapidamente antes de escrever essa matéria, IPVA ambos pagam quase a mesma coisa (o Pálio é pouquíssima coisa mais caro que a Pathfinder), seguro, as fontes consultadas não tinham repassado a cotações até o fechamento desta matéria. Manutenção, como já dito, o Pálio, com uma mecânica simples, porém extremamente moderna e atual, leva uma pequena vantagem, em relação a Pathfinder, que conta com um conjunto mecânico mais forte, redimensionado, por ser um carro com tração nas 4 rodas e por isso, mais propício a falhas mecânicas. Mas também, como é mais forte justamente por ser tracionada, o risco destes problemas aparecerem é muito baixo, ainda mais se usada na maior parte o tempo na cidade e estradas asfaltadas. Conta com a opção de poder também pegar estradas sem pavimento e locais de difícil acesso, fato já um pouco improvável que o Pálio leve seus ocupantes até este local onde barro, pedras e atoleiros predominam.

 

Bom, a pessoa que comprou essa Pathfinder deixou claro o ponto de vista dela. Ficou com a 1ª opção. Confesso que também ficaria, por questão de espaço, conforto e segurança, por mais que já tenha 12 anos de uso e um motor v6 pra alimentar. Pelo menos na hora de pegar a estrada, não precisa ficar analisando o porta-malas para ver como as malas vão caber dentro do compartimento...

 

Mesmo com 12 anos, ainda tem o poder de chamar a atenção quando impecável, como

o exemplar da foto, que estava a venda em uma loja de Porto Alegre.

 

 

Detalhes revelam bom estado da SUV e o cuidado do ex proprietário.

Ranger XLT 3.0

  Pessoal, a coisa tá meio corrida, mas pretendo em breve realizar o teste da Ranger e colocar a avaliação aqui. Esta semana também, a nova Cherokee vai se fazer presente neste blog.

Abraço!

     

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BRASIL, Sul, PORTO ALEGRE, Homem, de 26 a 35 anos