Seminovos:

 

Audi A4 2.4

 

        Um Audi sempre tem sua dose de charme e requinte, sem falar na tecnologia que de quebra acompanha esse carro. Então, por que não comprar um A4 seminovo? O veículo avaliado por 2 dias, é um exemplar ano modelo 1998 em perfeito estado de conservação, gentilmente cedido para avaliação por um advogado da capital, proprietário do modelo e meu particular amigo.

      

        Começamos então pela questão de valores. Um carro nesse estado, atualmente se encontra na casa dos 29.900 até 69.000 reais (1995 até 2000, já que em 2001 ele é reestilizado e ganha novas opções de motores). E não é difícil achar estes em ótimo estado de conservação, por se tratarem de carros mais discretos e sóbrios. Pessoas mais velhas se encaixavam no perfil de proprietários do modelo, logo, estes não eram “pauleados” pelos seus donos, embora os motores disponíveis neste modelo induzam seus condutores a uma tocada mais esportiva. O eleito para essa empreitada é o A3, irmão hatch e “invocado” da marca e que sempre levou a fama de esportivo da família. Vale a pena um exemplar destes pelo que se tem a disposição a bordo, como um bom espaço interno do habitáculo, bancos de couro com regulagem elétrica do motorista, teto solar, ar condicionado com regulagem de temperatura, cd changer, câmbio tiptronic (existem versões com câmbio manual também, embora mais raras de se achar), controle de tração (ASR), entre outros.

 

        Air bag duplo e freios ABS completam o pacote de segurança do A4, que além disto, disponibiliza ao condutor uma boa estabilidade direcional (mesmo não tendo sido avaliado em estradas, mas pela dirigibilidade do modelo pra quem já tem alguma experiência nisso já se é evidente mesmo em baixas velocidades) e rigidez torcional, fato este mostrado nas ruas esburacadas da capital.

        Manutenção, quando existente, fica um pouco acima da média dos nacionais do seu porte, mas já não é mais problema, já que diversas oficinas particulares estão aptas a executar serviços na mecânica ainda atual deste carro, bem como nas duas autorizadas da marca que existem em Porto Alegre e arredores. Já a questão de consumo, o exemplar testado, um 2.4, 6 cilindros e com 165cv faz tranqüilamente mais de 600km na estrada com um tanque de combustível, mesmo com o ar condicionado ligado a uma média de 100/120 km/h, segundo dados do proprietário. Nada mal para um carro que tem um motor sempre pronto e com torque abundante, mesmo com câmbio automático, que pode ser aliado à eficiência do Tiptronic para uma redução mais rápida de marcha nas ultrapassagens.

        Que sedan médio se compra hoje, de zero km e com todos estes itens de conforto e segurança nesta faixa de preço e de segmento? Sinceramente, não vejo nada no fim do túnel, pois o modelo zero km mais acessível atualmente é o Bora da VW, que está sendo vendido por 57.000 reais com câmbio automático, ABS e air bag, mas sem câmbio tiptronic, bancos em couro e teto solar. Bom carro, mas que ao meu ver não se compara ao prazer de condução que um Audi A4 proporciona. O único carro que mais ou menos se aproxima, em opcionais do A4 é o novo Vectra, na versão Elite, top de linha (89.000 reais), mas que não traz o Tiptronic no seu automático. Claro que quem quiser um A4 mais novo, encontra o A4 já reestilizado, 2001/2002 com motorização 2.0 e com os mesmos opcionais já citados anteriormente, inclusive o câmbio Tiptronic e teto solar na casa dos 89.000 reais.

        Fica a dica: procurando em Porto Alegre e arredores, se acha exemplares em ótimo estado de conservação, mas dê prioridade aos modelos com placa “i” ou “j” (até JDO, depois disto já é de outro estado) por ser mais fácil se descobrir o histórico dele, já que alguns vistos a venda em lojas nessa última semana e com placa de outros estados deixaram muito a desejar nos seus detalhes... Por bem menos que um zero da mesma categoria, se tem um excelente carro (ou perua, já que existe também a versão “Avant” do modelo), com uma tecnologia ainda atual, que não gosta muito de oficina e que oferece uma boa segurança aos seus ocupantes, além de uma ótima dirigibilidade ao seu condutor, seja na cidade ou estrada. 

 

Agradecimento: Fabrício Guazzelli Peruchin

O que a gente vê...

 

 

 

    Na correria do dia a dia, a gente vê coisas que até Deus duvida no meio automotivo. A última “heresia” automotiva, por assim dizer, foi ver uma loja de som e acessórios aqui em Porto Alegre cortar o teto de um Vectra Elegance zero km, com os lacres da fábrica ainda nas portas (ou seja, o coitado não tinha nem sequer recebido a revisão de entrega...). Pior não era isso, mas sim a felicidade de um funcionário da loja, acho que o encarregado ou gerente, me mostrando o assassinato em pleno curso. No início não dei muita importância pro caso, pois sabia que o Vectra pode receber tranquilamente teto solar, já que a versão Elite tem o item como opcional, mas o terror começou no momento em que eu vi o funcionário da loja literalmente “serrando” uma viga da estrutura do teto do carro...Justamente a viga que liga a coluna B esquerda e direita. Tudo bem que a engenharia da GM fez milagres na rigidez torsional do Vectra, mas não é só uma plataforma que segura um carro, e sim seu conjunto, já que a versão Elite com teto, recebe reforços no seu monobloco justamente por ter esse item. Mas o feliz proprietário (mandante do crime) do carro e o funcionário da loja que estava fazendo o serviço (executor) parecem não saber disso. Até a primeira trinca de monobloco assustar ele...

Piora muito o fato de um vendedor da autorizada que vendeu o carro para esse cliente mentir sobre o fato.  Recentemente nesta autorizada, em uma das minhas “rondas” para ver carros, falei deste caso, mas não falei de qual loja era o carro, e o vendedor me jurou de pés juntos que a viga não era cortada nos carros que eles mandavam instalar o teto solar, que a fábrica do acessório fazia um modelo especial menor e que não precisava cortar a “tal” viga. Ou ele é muito mal informado sobre como é feito esse processo, não conhece tal procedimento ou não nega o fato puro de ser o que ele realmente é: vendedor, não importando o que vem a acontecer com esse carro em um futuro não muito distante, o importante, sim, é concretizar a venda e fazer o cliente, otário, burro e mal informado, feliz acima de tudo.

Ao meu ver, não existe nada pior que vendedor de carros zero km das autorizadas de Porto Alegre. Eles acham ou partem de um princípio que o cliente é um retardado que não entende nada de carros, e que está ali pra esclarecer as dúvidas do obscuro mundo automotivo com os “deuses” das autorizadas. Pena que 95% destes “vendedores” não conhecem sequer o produto que eles vendem, fato esse já comprovado por mim na maioria das revendas autorizadas da cidade. Eles não sabem dados básicos sobre os carros sem consultar seus sistemas. Saber opcionais oferecidos por determinado modelo e versão deste então, sem uma prévia consulta ao milagroso "sistema" é quase, se não impossível. Ao meu ver, o real integrante de uma equipe de vendas bem estruturada, deveria antes de mais nada, conhecer carros e o produto da marca que ele vende, gostar de carros, e não estar alí para simplesmente se sustentar, por que ele acaba enganando muita gente que não conhece nada sobre carros e que espera tirar alguma dúvida dentrto de uma concessionária.

Vai visitar uma oficina, falar com clientes e mecânicos pra descobrir mais coisas sobre os modelos que vende, vai ver o mercado de usados e saber a depreciação ou como ficam determinados modelos depois de algum tempo de uso, ler mais a respeito dos carros em revistas, ou seja, os meios são os mais variados, mas contanto que os vendedores saiam dos seus pedestais dentro das revendas e se coloquem como simples mortais, que podem admitir que uma pessoa entenda mais de carro do que eles acham que entendem. 

 

 

[ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL, Sul, PORTO ALEGRE, Homem, de 26 a 35 anos