Fit LXL CVT

 

Outro carrinho milagroso. Olhei vários testes dele e sempre me parecera um carro bem agradável para se dirigir, mas sempre aparecia coisa mais interessante pra se fazer. Se arrependimento matasse... Quando lançaram o Clio reestilizado aqui no Brasil em 2000 achei o carro mais sem graça do mundo, até dirigir ele. Dizem que algumas mulheres conquistam seus homens pelo estômago, pois é, no caso do Clio e do Fit, me conquistaram pelo conjunto. Excelente ergonomia, parte mecânica (motor, suspensões e acertos dinâmicos) impecável e praticidade de uso.

O Fit é um carro daqueles que se dirige brincando, câmbio automático, uma direção leve demais para um modelo leve, mas que assim mesmo “gruda” o modelo no chão na reta e nas curvas, a ponto de não dar sustos com manobras bruscas em desvios repentinos de trajetória, e sim, retomadas de trajetórias suaves, sem oscilações demasiadas da carroceria. Excelente sistema de ar condicionado (testado em um calor de quase 40 graus na serra gaúcha em pleno meio dia...) e de som, aliado a uma excelente ergonomia, ou seja, regulagem de bancos e de direção que se moldam ao biótipo do condutor, seja qual for a sua altura. O estilo do carro também pode não agradar muito a um primeiro contato, mas confesso que gostei do habitáculo, do acabamento e até mesmo do exterior o modelo, muito bem resolvido com o novo modelo de rodas de liga leve na versão 2006 (as antigas do modelo 2005 também eram bonitas, mas as polidas do atual são bem mais interessantes no conjunto).

O que poderia ser melhorado no Fit? Pneus, ao invés dos 175/65-14, poderia ser usado um pneu um pouco mais largo que este, pois eles “gritam” muito em curvas perto do limite do carro, embora o modelo tenha uma ótima estabilidade direcional e lateral, a adoção de pneus mais largos com certeza resolveria este que não chega a ser um problema. A relação do câmbio CVT poderia ser um pouco melhor também, pois ele demora a reduzir marchas e desenvolver a potência do carro, fato esse a ser levado em consideração na hora de uma ultrapassagem. Fato diferente das suas retomadas de velocidade, por exemplo, vindo a 80km/h, ele chega facilmente aos 120km/h em pouquíssimo tempo, já que seu giro está alto e ele aproveita a alimentação do motor em alta rotação.

Mas o prazer de condução do Fit é uma coisa incomparável, pois como já dito, se dirige ele brincando. Legítimo carro familiar, para aproveitar o máximo do prazer que um veiculo automático pode oferecer, mas que quando requisitado, não brinca em serviço.

Peugeot 206 1.6 SW Feline

 

O Peugeot 206 continua sendo o sonho de consumo de muita gente desde que foi apresentado no Brasil em 1999. Carro “família” mas que passa uma conotação esportiva, por causa da sua posição de dirigir. Não foi diferente com a SW, dotada de um motor 1.6 16v de 110cv.

Claro que como todo bom 16v, ela sofre em baixa rotação, mas quando o giro sobe, o carro muda totalmente de comportamento. Entra forte em curvas, mesmo sendo uma station, retoma bem, embora necessite de redução de marcha, mas nada que afete seu desempenho e isso aliado a uma posição baixa de condução, que transmite essa impressão de esportividade ao modelo. No interior, controle de som na coluna de direção, detalhes anodizados por dentro do habitáculo e bancos que seguram bem o corpo em curvas mais fechadas. Falta air bag e freios com abs, mesmo que ele tenha disco nas quatro rodas e que dão conta do recado com folga, já que eles seguram muito o carro, seria bom aliar essa eficiência ao antitravamento.

O modelo testado não era flex, embora já tenha esta opção nas revendas, o que tornam o modelo, uma ótima opção para a família, um carro de fácil condução no agito da cidade, com um bonito e recente design, ótima mecânica no motor 1.6 16v (nacional) e o ar de esportividade da versão Feline, aliado a um bom porta malas para os finais de semana na estrada, seja pra qual for o destino.

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BRASIL, Sul, PORTO ALEGRE, Homem, de 26 a 35 anos