Hilux SW4

 

No mesmo dia do teste do Vectra, tive a oportunidade de um rápido contato com a nova Hilux da Toyota, que era o outro carro que estava conosco (eram três, o Vectra, Hilux e uma Scenic 1.6 16v). Em nada lembra a antiga versão, bem mais “áspera” e sem o comportamento quase que de um carro da nova versão. Um carro que mais lembra uma sala de estar, e a unidade que testamos, era equipada com câmbio automático e “poltronas” de couro bege, que faziam do habitáculo do carro um lugar quase que de meditação, pela ergonomia excelente oferecida pelos bancos do veículo.

 

Na estrada...

 

Não tive contato com ela em estradas de chão batido (mas comi horrores de poeira e crateras atrás dela com o coitado do Vectra...), mas na perfeita estrada de asfalto que existe dentro do município de Santa Maria do Herval (ótima sugestão de passeio, perto de Porto Alegre, vista linda, estrada boa e cidade calma) com muitas curvas e cheio de sobe e desce, ela foi impecável no seu comportamento dinâmico. Mesmo quando abusada em curvas, como uma em que entrei a uma velocidade bem, mas bem acima mesmo do que ela permitia, tirando a gritaria dos pneus e meu sangue frio (sim, por que a tentação e o cagaço é tanto que o primeiro impulso é meter o pé no freio, aí sim a merda tá feita...), ela entrou sem maiores sustos e também sem a tendência de escapas de frente ou de traseira. Para um carro com o alto centro de gravidade e com pneus altos, isso é quase um milagre, por que com a enorme massa metálica acima dos eixos empurrando o carro pra fora de uma curva depois que se passa um determinado limite de velocidade, o resultado certo é uma saída forte barranco abaixo. Mas o acerto de suspensões da Hilux a coloca no chão ignorando até mesmo o que eu já disse, o centro de gravidade elevado e os pneus altos, e aliada a uma direção hidráulica progressiva que gruda o carro no asfalto, a segurança de condução mesmo nas situações mais tensas é  enorme e tranquilizadora.

Já tinha dirigido um SUV na BR 116 com câmbio automático, e foi uma das piores experiências da minha vida. Uns meses atrás, eu e o Renato (Rossi, do correio do povo) estávamos na mesma Santa Maria do Herval, só que com um CrossFox e uma Hilux, lançamento na época. Ela era automática, e na subida da serra, fui com o Fox, só que na volta, o Renato pergunta se eu queria descer a serra com a Hilux. Primeira idéia que me veio à cabeça foi a lembrança da última viagem com uma camionete automática, mas sei lá por que raios aceitei em voltar com ela. Fato é que mudei meu conceito sobre SUV’s com câmbio automático e decretei de vez que o carro automático que me “traumatizara” na estrada era realmente uma geléia na pista, sem a mínima estabilidade direcional e com uma da piores ergonomias internas que eu já vi.Não vou citar o nome, por que quem me conhece sabe do carro que eu to falando, mas a Hilux na época, surpreendeu justamente pela estabilidade direcional e pelo conforto de rodagem, e conferi isso na BR 116 que andando aos 100, 120km/h, e até um pouco mais além do que isso, ela passava uma segurança de condução incrível para um carro do porte, da altura e do peso dela. Claro que na hora de sentar a bota em uma camionete ou uma SUV, o que não é nada indicado, deve se levar em consideração fatores como um pneu estourar, a instabilidade gerada pelo alto centro de gravidade que elas possuem, os carros a sua volta e até mesmo a descordenação de muitos motoristas que dirigem esses carros e acham que dirigir é somente acelerar e frear, e o resto que se dane.

 

Custo benefício:

 

         Os preços da SW4 partem de R$ 152,000 com o câmbio manual e R$ 158,000 com o automático, ambas com bancos em couro. O grande problema é que ao comprar agora, só leva o carro em fevereiro por causa da grande lista de espera. E sinceramente, vale a pena pagar caro assim por um carro? Ao meu ver, vale, pois só a economia que se tem no motor a diesel, com 163 hp e que mais parece um motor a gasolina, pelo torque e pelo silêncio que ele trabalha, acaba compensando um carro deste valor que na grande maioria dos seus proprietários o usarão no dia a dia dentro das cidades e também nos seus finais de semana. Uso versátil tanto pelo conforto que proporciona quanto pela economia de combustível sentida no bolso ao fim de cada mês. M.R.S.

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BRASIL, Sul, PORTO ALEGRE, Homem, de 26 a 35 anos