De volta às atividades!

Pois bem amigos, depois de alguns bons anos afastado dessa ferramenta de interação, a equipe de Cotidiano Automotivo resolveu botar a casa em dia. Sabe-se que de fato, a equipe editorial não é muito grande, composta unicamente por este jornalista que vos transcreve as informações e por uma psicóloga, que compoe o conselho de ética desse canal.

Mas enfim, o que nos faz retornar ao mundo automotivo são os últimos acontecimentos do mundo das quatro rodas e também das duas. Sim, mas esse possivelmente não englobará motos, veículo esse que nunca foi muito do meu apreço, mas sim, das bicicletas, já citada aqui em alguma postagem como uma das minhas paixões, juntamente com o fim que envolve esse canal.

Segundo uma rápida olhada por aqui, vejo que uma das minhas últimas postagens data de 2007. Cinco anos na indústria automobilistica é uma eternidade. Ainda quando fiz a última postagem, a Kia era uma coreana sem graça, as demais sequer eram cogitadas depois da tentativa frustrada de imersão no mercado nacional, ainda na era Collor e o mercado nacional começava lentamente a se adaptar às novidades do mundo globalizado, com veículos lançados por aqui, pouco tempo depois de seus modelos similares terem sidos lançados em outros mercados, na sua grande maioria, irmãos comercializados no mercado europeu.

Hoje, nosso mercado não tem mais como foco os populares, que em 2007 começaram gradativamente a perder lugar para modelos com deslocamento cúbico maior e as fábricas começaram apostar em unidades com motorização 1.4 em diante. Cabe lembrar que em 2007, os populares ainda abocanhavam mais de 50% do mercado nacional. Claro que hoje em dia não se pode mais tratar os veículos 1.0 como populares. Os tradicionais pelados, básicos ao extremo perderam lugar para carros mais equipados desde as suas versões básicas, usamos como exemplo aqui o Gol 1.0 TEC, que desde a sua versão de entrada já disponibiliza vidros e travas elétricas, além de avançados sistemas e recursos na sua motorização que visam um menor consumo de cobustível e facilidade no uso diário do carro. Não vamos esquecer que até bem pouco tempo, a mesma VW oferecia como artifício de venda do tradicional golzinho, incríveis "cintos dianteiros retráteis" (...). Viu só que evolução?

Mas todos veículos produzidos aqui no país tiveram que dar um salto em evolução para não perder lugar. Hoje os populares já perderam até mesmo essa titulação.  Os "modelos de entrada" estão vindo cada vez mais completos em pacotes de opcionais livres, e não raramente esses carros saem das concessionárias com ar condicionado, direção hidráulica, etc... Air bag e abs ainda é uma realidade difícil para esse segmento, ainda que no Brasil, os modelos de outros seegmentos, recém lançados ou reestilizados já estejam vindo com essa dupla de série.

Mas daí cabe um questionamento: Compensa comprar um 1.0 completo ou um carro de maior cilindrada mais "pelado"? A resposta vai depender do uso que você dará ao carro. O mito de que carro 1.0 é econômico caiu por terra. É sabido que esse carro tem que menos potência e para fazê-lo andar, o cara tem que meter o pé no porão para fazer o giro subir. E olha os esses 1.0 de hoje já beiram os 80 cavalos, ante os 50 na época do Uno Mille, em 1990. Mas assim mesmo, o cenário é meio triste para eles quando estão carregados ou então com o ar condicionado ligado. Nesse campo, os 1.4 pra cima levam vantagem, por ter um motor maior, carregam seu peso e o peso alheio com mais facilidade, não penalizando tanto o consumo. E outro detalhe também que conta e muito é o pé do condutor. Experiência própria desse jornalista, meu carro que fazia pouco mais de 400km com um tanque de gasolina, e depois de uma visita ao concessionário, por alguns problemas técnicos, como engasgadas, marcha lenta irregular e consumo elevado, foi constatado que era a maneira de como eu conduzia o carro que acarretava nesses problemas. Antes de me chamarem de meia roda, maneta, ratão, e tc... explico que eu trabalho a menos de 2km de casa, e isso acaba se tornando extremamente prejudicial ao carro, aliado ao fato de não esticar as marchas. Resumindo, mudando a forma de dirigir, o próximo tanque fechou em 620km. É um saco ficar controlando a maneira de como se dirige, confesso que atualmente não cuido mais tanto esses detalhes, mas pelo menos o carro não engasgou mais!

Celta fazendo um breve pit stop

Bom, não vamos queimar todo o cartucho nessa primeira postagem de retorno, basta saber que hoje, cinco anos depois do último registro, o mercado nacional vai muito bem, com lançamentos a toda hora e se tornando referência em engenharia no desenvolvimento de novos produtos globais, como por exemplo o lançamento da nova Ecosport e na comercialização de carros globais (aqui, usaremos como exemplo a Hyundai e seus belíssmos exemplares).

Vamos aborda também bicicleta, modelos, relatos de um cenário não muito legal que se criou hoje em Porto Alegre, bem diferente daquele que existia a cinco anos. Trânsito, inclusive com vídeos de deslocamentos dentro da cidade, claro que dentro do carro!

Vamos retomar o tempo perdido! Abraço aos amigos!

Os carros mais baratos a venda no mercado gaúcho

Em contrapartida à matéria sobre o alto custo do luxo sobre rodas no Rio Grande do Sul, nesta semana Carros e Motos mostra os carros mais baratos a venda no mercado gaúcho. Mais baratos, mas o que não significa falta de qualidade ou de atenção das fábricas para com os proprietários destes carros, que contam com amplas redes de assistência técnica e em alguns casos, garantia de até três anos para enfrentar a invasão de carros chineses e indianos que se anuncia para breve no mercado autoimotivo.

Claudio Santana Bernardes, Gerente de Vendas da Simpala, destaca o veículo 1.0 mais barato da GM, o Celta Life 02 portas, que tem seu valor inicial a partir de R$ 24.000,00. Cláudio salienta que a linha Celta oferece um financiamento exclusivo do Banco GMAC com zero de entrada e prestações de R4 594,10 em 48 meses, com parcela final de R4 7.380,00, que equivaleria à entrada do carro. Nesta modalidade, o cliente tem várias opções, entre elas, pode optar pela troca do seu carro, onde o valor da última parcela é descontado da avaliação do carro usado, vender o carro para a concessionária, e esta quita a prestação final ou refinanciar esta parcela final em até 24 vezes. A garantia oferecida pela fábrica é de um ano sem limite de quilometragem e o Celta conta com a confiabilidade da marca GM com mais de 500 concessionárias espalhadas em todo Brasil e Mercosul, bem como um baixo custo de seguro, manutenção e consumo de combustível e mínima desvalorização de mercado, enfatiza Cláudio.

Na linha Volkswagen, o Gol 1.0 City é o modelo de entrada da marca. Segundo Elton Pfeifer, gerente de vendas da Panambra, são comercializadas cerca de 100 unidades do modelo Gol, e destas, 90% são do modelo City 1.0, que tem preço inicial de R4 24.590,00 na versão duas portas, já equipada com limpador e desembaçador do vidro traseiro e para choques na cor do veículo. Outros atributos que fazem do Gol o carro mais vendido pelo vigésimo ano consecutivo são a ampla rede de concessionários no país, com 450 concessionárias em todo o país, garantia de três anos e a confiabilidade mecânica que o Gol oferece, com um baixo custo de manutenção e um baixo consumo de combustível.

A Ford também entra neste segmento com o ka One, modelo básico da linha, equipado com o motor Zetec Roçam a gasolina. René Feres, gerente de vendas da Superauto salienta que o motor, mesmo sendo somente a gasolina ainda é um motor moderno e que oferece ao condutor um excelente consumo de combustível, embora a fábrica não divulgue estes dados. Segundo Feres, proprietários relatam médias de até 18km/l com o Ka. O carro tem preço inicial de R$ 21.900 e oferece garantia de um ano, sem limite de quilometragem, revisões gratuitas no primeiro ano e financiamento com R$ 1.000 de entrada e saldo em até 84 vezes, ale, de mais de 400 pontos de assistência técnica pelo Brasil, salienta Feres.

Paulo Trevisan, gerente de vendas da Sbardecar Porto Alegre destaca o Mire Fire Flex, com preço que parte de R$ 21.900,00. O carro tem garantia de 105.000 para motor, desde que feitas as revisões e trocas de óleo dentro da concessionária e garantia geral de 1 ano. O carro pode ser 100% financiado. Trevisan salienta que “a Fiat já estuda um modelo de baixo custo prevendo uma demanda para este tipo de veículo num futuro próximo pelo motivo da entrada de veículos chineses e indianos no país. O desafio hoje não é desenvolver carros sem alta tecnologia e de acabamento simples, que venha diminuir os custos de aquisição por parte do consumidor, mas de veículos de desempenho adequado ao uso e dentro dos itens de segurança exigidos nos dias atuais”.

 

Big Bikes agregam alta tecnologia e segurança ao condutor

 

O segmento das Big Bikes, ou motos de alta cilindrada movimentam o mercado de duas rodas. Com alta tecnologia, muitas motos custam o mesmo ou até mesmo mais que veículos de luxo. Marcas como Yamaha e Suzuki brigam neste segmento cobiçado por muitos, mas ao alcance de poucos.

Rogério Schröder da Motoryama Yamaha destaca a esportiva Yamaha YZF-R1. Equipada com um motor de quatro tempos de 998 cm³, ela desenvolve 180 cv e tem cabeçote de quatro válvulas de titânio por cilindro, seguindo a mesma tecnologia utilizada nas pistas do motoGP, além de contar com um escapamento redesenhado para garantir melhor rendimento ao motor e ao mesmo tempo oferecer visual arrojado e agressivo. O chassi da YZF-R é fabricado com diversos tipos de alumínio, oferecendo ao piloto maior maneabilidade e melhor aproveitamento em curvas, além de estabilidade nas retas.  Com preço de R$ 69.000, a moto está disponível para pronta entrega na Motoryama. Outra moto de destaque na linha Yamaha é a MT 01, equipada com o sistema Yamaha de Injeção Eletrônica, o motor de quatro tempos tem dois cilindros em "V" e revestimento cerâmico dispersivo ao calor e cabeçote OHV. Com 1.670 cm³ a MT 01 desenvolve 90 cavalos de potência e conta com um inovador sistema de iluminação de formato exclusivo, composto de duas lâmpadas de dimensões diferentes, uma para o farol alto e outra para a luz baixa e led’s nas lanternas. Seu preço é de R$ 67.000

Na linha Suzuki, a superesportiva GSX-R 750 SRAD é considerada hoje a moto mais moderna do mundo, pelos materiais e ligas empregadas, relação peso x potência incrível, e pelo belo e eficiente design. Vinicius Glazer, da Gódzuki Suzuki enfatiza que com mais de 20 anos de carreira, o modelo surpreende e cativa todos que experimentam pela primeira vez sua potência e maneabilidade. Equipada com um motor DOHC de quatro tempos com quatro cilindros em linha e 16 válvulas, ela tem sistema de injeção de borboletas duplas (SDTV – Suzuki Dual Thottle Valve) e injetor duplo que geram 150 hp em uma moto que pesa 163 kg.

 Vinícius salienta ainda que pilotos experientes concordam que a GSX-R750 é a dose ideal tanto para os antigos conhecedores das pistas quanto para os novatos em busca de adrenalina. Isso porque essa 750cc se mostra ao mesmo tempo dócil como uma 600cc e forte como uma 1000cc. Nervosa e gentil, consegue andar no ritmo de motos bem mais potentes e manter altas velocidades até no centro das curvas, o que prova seu incontestável equilíbrio. A pronta entrega nas cores preta e amarela, tem preço de R$ 57.900 e garantia de um ano sem limite de km.

Otelo Moliterni, diretor da Duaction destaca a volta ao mercado de outro sucesso da Suzuki, a GS 500 E. Equipada com motor bi cilindro de 487 cilindradas, ela conta com refrigeração a ar e alimentação feita por carburador duplo Mikuni BSR34, que desenvolve 48hp e tem preço de R$21.235,00.

 

Baixo custo de peças põe segurança do veículo em risco

Itens de segurança desgastados podem ser potencialmente perigosos em um veículo. Um exemplo disto são os amortecedores de um carro, que ao não atuarem mais, aumentam espaço de frenagens e a inclinação do carro em curvas, podendo ocasionar um acidente além de transmitir solavancos para o habitáculo ao passar por buracos. Assim como embreagem gasta, que pode gerar trepidação no conjunto e aumento no consumo de combustível e a falta de tração, ocasionada pela quebra de uma junta homocinética. Compensa arriscar e usar peças recondicionadas em um carro?

Numa rápida busca feita em lojas de Porto Alegre, o conjunto de amortecedores do Gol City 2005 foi de R$ 120,00 o jogo, recondicionado até R$ 352,00 pelo jogo de amortecedores novos de marca conhecida no mercado. Aqui, entra mais uma vez o mito de que uma concessionária sempre tem o valor mais caro. Consultada nesta pesquisa, o mesmo jogo de amortecedores novos, na Guaibacar teve o preço mais em conta de todas lojas pesquisadas, ficando em R$ 338,00 o jogo dianteiro e traseiro.  A lógica tem se invertido nos últimos tempos de achar que o serviço autorizado sempre é mais caro. Em muitos casos, o valor de uma peça fica muito abaixo do que o valor cobrado pelo mercado paralelo, com a grande vantagem de ser uma peça certificada pela fábrica.

Paulo Hagg, gerente de serviços da Guaibacar destaca que o fabricante coloca dentro da embalagem de uma peça, um produto de qualidade, certificado por engenheiros da fábrica, e que mesmo as peças de reposição são analisadas pela fábrica, que pega lotes destas e analisam sua qualidade para poderem ser colocadas à venda em uma concessionária. Paulo não recomenda o uso de peças recondicionadas, por apresentarem uma baixa durabilidade. Ele enfatiza que em testes realizados com embreagens remanufaturadas, uma peça, que nova dura no mínimo 60.000km, não passa de 20.000km sem apresentar um defeito que honere em mais custos ao proprietário de um carro.

Paulo salienta ainda que peças com problemas contínuos, ou seja, carros que aparecem seguidamente com o mesmo problema, são analisadas pela fábrica juntamente com o fabricante da peça, para que este resolva determinado problema, preocupação esta que o mercado paralelo não tem, resume. 

 

 

 

 

Pois é pessoal, passei um tempo afastado do meu blog. Correrias do cotidiano e falta de tempo foram os culpados por este afastamento semi involuntário, mas cá estou eu de volta. Material acumulado nesta parada temporária é o que mais temos para colocar este meio de expressão de volta na parada. Bom, mas peço então desculpas pelo afastamento e já deixo de antemão, uma foto do meu próximo alvo de avaliação. Gol 1.0 Geração 4. Foram mais de 8 mil quilometros em duas semanas de estrada pelo interior do Paraná e Santa Catarina. Foram dois carros diferentes, mas a foto é do modelo que saí de Porto Alegre e fui visitar as concessionárias de uma marca de caminhões para a qual eu fazia assessoria de imprensa. Este carro saiu de Porto Alegre num domingo ensolarado pela manhã e retornou na sexta feira posterior, depois de muita chuva e de muito sofrimento nas péssias estradas catarinenses e também de motoristas mal educados e que acham que sabem dirigir. Triste, mas esta foi a realidade em 5 dias de muita estrada, onde o Gol mostrou sua valentia, desempenho e o melhor de tudo, sua economia de combustível, tanto no álcool, combustível usado na maior parte do tempo nas estradas quanto na gasolina e sempre com ar condicionado ligado. Todos de volta na sexta feira, eu, minha noiva e o Gol, velho guerreiro de batalhas.

 

Um abraço!

Gol em uma das muitas belas paisagens do Oeste Catarinense

O alto custo da tecnologia e do luxo sobre rodas
Quando o assunto é luxo e tecnologia, não há limites para valores. Voltados para um segmento altamente elitizado de Porto Alegre, concessionárias mostram seus modelos e valores cobrados por eles para quem busca exclusividade, conforto e os recursos tecnológicos mais avançados sobre quatro rodas. Na Audi Star, dois veículos se destacam. O primeiro é o Audi A8 Limousine, um carro dotado de um motor W-12 que gera 450 Hp’s e trás alguns diferenciais como bancos elétricos aquecidos e refrigerados, uma espécie de ar condicionado nos bancos do carro, carroceria totalmente em alumínio e doze air bags espalhados pelo habitáculo, além de cinco níveis de regulagem de suspensões e quatro sistemas de ar condicionado. Fabrício Stenzel, gerente de vendas da Audi Star salienta que este carro já circula nas ruas da capital e custa R$ 709.000, sendo comercializado somente sob encomenda. A pronta entrega na concessionária, outro modelo de destaque é a SUV Q7, veículo com o título de melhor SUV do Planeta. Equipada com um motor V8 de 350 hps, ela tem sete lugares, três tetos solares, rodas de vinte polegadas e recursos tecnológicos como radares dianteiros e traseiros que detectam a aproximação de outros veículos inclusive pelo ponto cego do retrovisor, reduzindo a velocidade ou freando o carro, caso necessário. Este SUV custa R$ 380.000 e segundo Stenzel, a cada mês é vendida de uma a três unidades do modelo. Já na Savarauto, concessionário Mercedes Benz, o destaque é a S 500, também comercializado somente sob encomenda no modelo 2007/2007. Segundo Elizeu Pereira, gerente de vendas da concessionária, são comercializadas de sete a oito unidades do modelo por ano. Com um custo de R$ 575.000, o carro é equipado com motorização V8 de 388 hps e oferece aos ocupantes frigobar, tv, telefone, night vision, recurso que auxilia e mostra o caminho a frente do carro, câmera traseira que auxilia na tarefa de estacionar e todos bancos elétricos com massageador. O comprador pode também escolher a cor externa do carro e a cor do revestimento interno. Esta é a versão top de linha da marca. Elizeu enfatiza que há para pronta entrega uma unidade, porém ano/modelo 2006 zero km na cor prata por R$ 470.000 com todos estes recursos, exceto o night vision e a câmera traseira.
Incidência de roubo e furto eleva custo do seguro no Estado

Na última terça feira, dia 31 de julho, foram registrados no Rio Grande do Sul, 97 ocorrências de furto ou roubo de veículos, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado (www.alertaveiculos.rs.gov.br). Somente em Porto Alegre, neste dia foram 49 ocorrências, fato este que coloca a capital gaúcha no hall dos seguros de automóveis mais caros do Brasil.

As seguradoras trabalham com o perfil do segurado e classificam como motoristas de risco agravado, em sua maior parte, pessoas na faixa etária entre 18 e 24 anos, sendo que, em determinadas seguradoras, homens nesta faixa de idade não tem aceita a sua proposta de seguro. Condutores que utilizam seus veículos para o exercício do trabalho também possuem agravo no custo do prêmio pago, devido à exposição constante ao risco, salienta Thiago Lins, corretor de seguros da Marka Seguros. Veículos importados e de fabricação superior entre 7 a 10 anos,  também possuem seu custo de seguro elevado, uma vez que, devido  ao baixo valor de venda e o elevado custo de suas peças, em caso de um acidente, a possibilidade de ocorrência perda total do veículo e conseqüente indenização pela seguradora ao proprietário do veículo  é iminente.

Thiago ainda destaca que os veículos com maior risco para o mercado segurador seriam os veículos da Volkswagen, mais especificamente Parati e Golf, cuja incidência de roubo e furto destes modelos geraram a negativa de algumas seguradoras no mercado em aceitá-los como parte de sua frota de clientes.

Jorge Ferreira, diretor da Overcontrol Rastreamento Ltda enfatiza que os veículos mais furtados e roubados são carros populares, pois geralmente não possuem nenhum tipo de bloqueador ou alarme e são utilizados para desmanche, motos de baixa cilindrada que tem como destino o desmanche e caminhões, que freqüentemente são furtados ou roubados, e posteriormente os meliantes exigem "resgate" aos seus proprietários, uma vez que nove entre 10 não possuem seguro e geralmente são devolvidos sem a sua carga.

Os serviços que a maioria das seguradoras oferecem são Assistência 24 horas e serviço de guincho, algumas empresas também oferecem carro reserva (caso de perda total), envio de combustível em caso de pane seca, seguro para quebra de vidros,  serviço de transporte e inclusive assistência médico-hospitalar, desconto na franquia em oficinas credenciadas, bem como carro reserva nestes estabelecimentos. Nesse momento vale a pena avaliar muito bem que tipo de cobertura e assistência que está sendo contratada, e muito importante na hora do sinistro, o pronto atendimento do seu corretor faz a diferença, enfatiza Jorge.

 

Indústria automobilística:

 

 

Graças a Deus a industria nacional voltou a ter os pés no chão. O primeiro semestre de 2006 foi ótimo em todos os sentidos para ela. Tanto pelos lançamentos quanto pelo recorde histórico na venda e emplacamento de modelos zero quilômetro, e recorde esse não recente, mas sim, desde o lançamento de uma indústria automotiva sólida no país, ou seja, idos da década de 50.

Comprar carro está fácil, ainda mais sendo este zero. As montadoras e os concessionários estão dando os subsídios para tal, e por isso as vendas alcançam níveis espetaculares para um país em que o roubo e a cara de pau de um presidente biritão e cego chegam a nos dar saudades da época militar e da época que o “inocente” Fernandinho Collor de Melo (que, diga-se de passagem, por muito menos do que o governo Lula faz hoje, sofreu com o movimento mais ridículo da história do país, chamado “cara pintada”) e sua turma era “café pequeno” se comparado ao atual governo e a roubalheira escancarada que é o cenário político instalado hoje no país, graças ao PT, que um dia se disse “partido dos trabalhadores”. Bom, sem mais desvios para falar de coisas óbvias e que só não enxerga o nosso presidente por que é conveniente não ver nada do que seus amiguinhos fazem no país hoje, voltamos ao tema principal. Só para se ter uma idéia de valores, se compra carro de qualquer categoria hoje sem entrada e ainda por cima financiado em até 60 meses. Claro que o panorama econômico ajuda, embora o povo ainda tenha dificuldades de comprar e manter um carro, seja pelo seguro, a cada dia mais caro ou pela manutenção, que hoje não é mais feita pelo seu João ali da esquina e seu incrível jogo de ferramentas do Paraguai, mas sim por mecânicos treinados em equipamentos avançadíssimos e suas oficinas que mais parecem clínicas de tamanha limpeza e organização.

Disse no primeiro parágrafo “graças a Deus a indústria voltou a ter pés no chão” no sentido de termos novamente entre nós, uma categoria que ficou na gaveta das montadoras por anos, com lançamentos que eram só para preencher nichos de mercado, mas nada expressivo como o período que vivemos agora. Falo dos novos sedãs que estão no mercado hoje. Como dito antes, a situação econômica favorece  o mercado deste modelo de carro, seja ele importado quanto nacional. O custo benefício destes carros, o que se paga pelo que eles oferecem está muito atraente e faz com que eles vendam como água no nosso mercado. E ao entramos em uma autorizada para ver um carro, não temos mais aquele cenário macabro do fabricante idolatrando carro 1.0 como se fosse algo maravilhoso. Sou o maior fã dos 1.0 nacionais, mas achava o cúmulo da imbecilidade as montadoras tratando modelos pé de boi de um celta, gol, palio ou ka como se fossem os melhores carros da marca, e que por isso, merecem o maior destaque dentro de uma concessionária. O panorama mudou, basta passar na frente das autorizadas (aqui em Porto Alegre pelo menos) e ver os destaques no show room. Os 1.0 estão lá, cada vez melhores e mais potentes, mas no seu devido lugar, e os destaques ficam para aquele que sempre teve um lugar cativo no coração do brasileiro, e que agora, está recebendo a devida atenção das montadoras.

 

O mercado está muito bem servido com os últimos lançamentos dos fabricantes, e com uma política favorável às importações devido à baixa do dólar, trazer modelos fabricados em outros países para cá se tornou algo muito atraente para as fábricas. Mas que carros são estes? Bom, os destaques desse texto ficam para os novatos Ford Fusion e Honda Civic, Mégane, Vectra e com o “veterano” Corolla. Vamos a uma análise breve de cada modelo e seu histórico.

Vamos começar com quem recém chegou. O Fusion, importado do México pela Ford, teve sua estréia no mercado nacional em junho e já desponta como o mais vendido da categoria, com 723 unidades emplacadas somente no seu primeiro mês de comercialização. As razões para tal feito são claras. Estilo arrojado e elegante, pelo seu porte e acabamento e acima de todos estes fatores, seu preço, que parte de R$ 79.990,00 até R$ 84.890,00. Passa a impressão de um veículo mais caro, pelo seu porte imponente e as vistosas rodas de 17 polegadas Ao meu ver, um carro que chama muita atenção por onde passa e que tem um preço relativamente barato pelo que é oferecido. Prova disso é a quantidade de Fusion circulando pelas ruas de Porto Alegre e a 1ª colocação em vendas no segmento. O propulsor que movimenta os 1.523 kg do importado da Ford é o Duratec 2.3, com cabeçote e bloco de alumínio com 162 cv que garante leveza ao conjunto e um consumo moderado de combustível. Também aliado a um tanque de 66 litros, que segundo o fabricante, garante uma autonomia na casa dos 800 km. O único opcional oferecido é o teto solar, de resto, tudo é de série, como bancos em couro, câmbio automático, controle do ar condicionado (digital) no volante, seis air bags, sensor de faróis e toca cd com capacidade para 6 discos com leitor de MP3. As únicas ressalvas ficam por conta das lanternas traseiras, muito “estilosas” e que não combinam muito com a aparência sóbria do carro e a falta da opção de trocas manuais na transmissão automática. Dúvida sobre que cor escolher? Não precisa quebrar muito a cabeça, opte entre o preto e o prata, pois a Ford só importa estas duas cores.

Já o não menos “chamativo” Honda Civic é outro modelo que surpreende. Atributos para isso? Vamos começar pelo inédito (em carros de fabricação nacional, é claro) câmbio automático de cinco velocidades com borboletas atrás do volante que permite trocas manuais de marcha e uma tocada mais esportiva do modelo. O belo painel em dois níveis e com uma bela iluminação noturna (comum a todos modelos do Civic, desde a versão mais simples), também é destaque, assim como o espetacular motor 1.8 16v i-VTEC de 140cv que além de render muito bem, garante um excelente consumo de combustível ao Civic. A versão EXS é a top de linha, e já sai com tudo de fábrica (menos teto solar) e é vendida exclusivamente com câmbio automático. Para quem preferir “brincar” no Civic com câmbio manual pode optar pela versão LXS, que permite uma tocada mais esportiva ainda. Por ter seu câmbio em uma posição elevada e respostas rápidas do volante, ele passa a impressão de esportividade na condução do carro. Os destaques neste Civic já na sua 8ª geração continuam com o assoalho traseiro plano, o novo formato da alavanca do freio de mão, agora em “Z” e o seu desenho, totalmente novo que em nada lembra as demais gerações do carro. O pecado da versão? O porta malas, menor em relação aos concorrentes e menor ainda em relação ao Civic antigo. O carro tem rodas de 16 polegadas, e dentro do porta malas tem um enchimento que compensa a diferença de altura entre o pneus e o assoalho do porta malas, e justamente este enchimento aliado ao novo desenho, mais curto da traseira da carroceria é que acabou por prejudicar a capacidade do porta malas do carro. Solução: Adotar o estepe do Civic americano, um pneu extra fino que cabe no compartimento do estepe sem que seja necessário nenhum enchimento no porta malas. No mais, o carro bate de igual para igual ao Fusion em vendas, já desbancando inclusive o Vectra, até então, o mais vendido do segmento.

E por falar em Vectra, este dispensa comentários. Produzido em duas versões, Elegance e Elite, foi testado pelo blog em outubro do ano passado em uma subida até Santa Maria do Herval (pé da serra gaúcha, perto de Nova Petrópolis) mostrou um comportamento acima da média para um seda. Excelente ergonomia interna, ótima estabilidade direcional e bom nível de equipamentos na versão testada (Elite, completa, inclusive rodas aro 17, teto solar, CD com MP3 e 4 air bags) o Vectra enfrenta bem seus novos rivais, mesmo que, com a chegada destes e por conseqüência, novos parâmetros de comparações, o sedã da GM mostra uma leve queda no seu acabamento interno, não pelo desenho, mas sim pelo material usado e detalhes de acabamento, pouco mais superior em seus concorrentes diretos. Na avaliação de um dia com o modelo e que é atual até o momento, as duas únicas ressalvas ficaram por conta, primeiro, pelo consumo, muito elevado, por se tratar de um motor “antigo” aliado a um câmbio automático de 4 marchas (sim, acreditem, o que tem de moderno e belo o projeto do novo Vectra, tem de antigo a base do motor... herdado do velho e bom Monza...) e que poderia ser projetado um propulsor tão atual e moderno quanto o próprio carro, com bloco de alumínio e comando de válvulas variável, o que com certeza resultaria em um motor, além de mais moderno e atual, econômico se aliado com um câmbio de 5 velocidades com melhor aproveitamento de torque. Este, que também poderia ter trocas manuais junto do automático. E a segunda ressalva foi pelo tanque de combustível, de apenas 52 litros, que não favorece a autonomia do Vectra. Tirando estes pequenos problemas, é um dos melhores projetos que a engenharia da GM brasileira já fez, e que, diga-se de passagem, tem feito muito bem o seu trabalho nos últimos tempos, prova disso está no Vectra e no Celta, lançado em meados de 2006 (já que o modelo que foi lançado em 2000 não valeu... demorou, mas ainda bem que a GM finalmente resolveu lançar o Celta.).

O Mégane, relançado em março, passou de um simples carro totalmente inexpressivo no mercado a um dos mais belos exemplares em produção no país, e como prova do êxito do carro, a Renault já prepara o lançamento da perua Mégane para o final do ano. O carro já está pronto e homologado, só falta estabelecer o nome e mais alguns detalhes para seu lançamento. Conta com dois modelos, a Expression, com motor 1.6 16v  e a Dynamique, equipada com duas motorizações, a 1.6 16v e a 2.0 16v, este dotado de câmbio automático chamado Proactive, de quatro velocidades que reage rapidamente em situações extremas em que um câmbio automático costuma deixar os mais inexperientes na mão. Conta também com a opção manual no câmbio automático. A novidade na versão com câmbio manual é a caixa de seis velocidades. As inovações do modelo ficam por conta do novo formato do freio de mão, em forma de manete de avião e do cartão-chave, que quando introduzido no painel do Mégane, basta apertar um botão para que o motor seja acionado, dispensando assim, a velha e tradicional chave de ignição e seu miolo na coluna de direção. Bem equipado, mas não dispõe de teto solar e nem bancos em couro. Únicos fatores que não o colocam em pé de igualdade com seus rivais. Os preços do Mégane partem de R$ 54.990 (Expression 1.6) até R$ 69.900 (Dynamique 2.0 automático). Sempre equipados com ABS e air bag duplo.

Já o mais “experiente” do grupo, mas nem por isso menos qualificado, o Corolla ainda tem seu público cativo, atraído pelo bom espaço interno, excelente ergonomia e pelo ótimo motor 1.8 16v VVT-i de 136 cv. Atributos para continuar vendendo, é a versão intermediária do modelo, a XEi, que conta com câmbio manual e automático, e já oferece também freios ABS de série, o que torna o conjunto do carro muito bom pelo seu preço e o que é oferecido. Seu design frente aos seus concorrentes já um pouco desatualizado, mas continua com linhas harmoniosas e que dão um ar de sobriedade ao modelo, ideal para pessoas que querem um carro eficiente em cidade e estrada mas sem chamar muita atenção por onde passa. Oferecido em três versões, a XLi de entrada (também com opção do câmbio automático), com motor 1.6 16v VVT-i, a XEi, intermediária e a SE-G, top de linha, que se diferencia das demais pelos bancos em couro, painel de instrumentos com iluminação Optitron, faróis de neblina e do câmbio automático. Seus preços partem de R$ 52.623,00 (Xli manual) até R$ 78.060,00 (SE-g) e tem o plus da garantia de 3 anos.

Claro que o mercado dispõe de mais versões e modelos, como os não citados aqui Marea, Bora, o novo Jetta, que chega ao mercado em setembro e outros modelos que vendo no nosso dia a dia pode vir a nos despertar algum interesse nesta “ressurgida das cinzas” classe dos sedas e que tanto cativa o gosto do brasileiro por carros, seja pela praticidade de um bom porta malas para a estrada quanto o mesmo para as compras do cotidiano.

 

 

 

Antigos:

 

Essa raridade é de um cliente meu, e sinceramente, está me dando uma dor no peito de vê-lo aqui... Esse Fusca é ano 1973, totalmente restaurado pelo seu proprietário, motor 1.500, interior em couro branco seguindo os padrões originais de fábrica, assim como todos seus detalhes. Andar nas ruas com ele é incrível. O carro não faz um ruído de acabamentos soltos pelo interior, e ao andar em ruas mais esburacadas, aó se escuta o ronco do motor. Por isso digo que é uma verdadeira raridade, pelo trabalho de restauração feito em todo o veículo e pelo carinho que o proprietário teve para deixá-lo nas condições que está agora.

Quem tiver interesse, mande uma mensagem com o email que eu mando mais fotos e maiores detalhes do modelo.

Mercado:

 

Mais uma vez os seminovos estão em alta no mercado.  Tendência esta já antecipada aqui no blog. Uma matéria local mostra os fatores que estão levando os consumidores a comprar estes carros, e junto a estes, eu colocaria mais um motivo, também já dito por aqui, mas que é sempre bom ressaltar novamente: Os valores absurdos cobrados pelos carros médios nacionais. Pela mesma faixa de preço se anda em um importado, que mesmo com um pouco mais de uso, é bem mais avançado em tecnologia que o nacional 0km, além, é claro, da segurança, por sempre contarem os itens de segurança de série na grande maioria dos modelos (abs, air bag – 2 no mínimo) e a conveniência, como teto solar, bancos em couro, ar condicionado digital, entre outros mais. Exemplo recente dos preços absurdos cobrados pelas montadoras foi o de um Peugeot 206 SW 1.6, modelo Feline, com o pacote normal de série por quase 48,000 reais. Um abuso se for levado em consideração o que o modelo oferecia. Já a mesma versão com abs e air bag duplo foi aos 51.800 reais. claro que a manutenção tem que ser levada em consideração na hora da compra de um carro, e que o zero km não vai dar dor de cabeça por um bom tempo. Mas com quase 52 mil reais, vale a pena dar uma pesquisada e ver o que o mercado de semi novos importados oferece. Por precaução, gasta-se uma quantia em uma revisão geral e pronto, a mecânica de um importado (principalmente a alemã) é forte e robusta, e se, bem utilizada, vai demorar bastante para o proprietário colocar a mão no bolso novamente para algum reparo em seu carro.

A matéria abaixo nos explica muito bem o que eu estou querendo dizer.

 

 

Preço de veículo importado semi-novo atrai consumidor

 

Apesar do valor do Dólar em relação ao Real estar no mesmo nível de 2001, os preços dos veículos importados zero quilômetro não param de subir.  Um exemplo é o BMW 320, que era comercializado por R$ 106,5 mil em junho de 2002, e que hoje não sai por menos de R$ 170,2 mil, de acordo com a tabela da agência Autoinforme. Em quatro anos, o modelo registrou um aumento de  59,8%, embora o valor do dólar tenha caído do mesmo período. De acordo com a Autoinforme, alguns fabricantes estão sendo obrigados a praticarem um preço 14,2% menor que o valor de tabela, para desencalharem os estoques. É o caso do Jaguar X-Type, com preço de tabela em R$ 225 mil, mas que vem sendo comercializado por R$ 193 mil.

Percebendo esta nova realidade, o consumidor de produtos importados tem migrado para o mercado de semi-novos, com até cinco anos de uso, que chegam a custar menos da metade do valor de um zero quilômetro. “O preço do semi-novo nunca esteve tão barato, e além disso o consumidor não tem despesas de emplacamento e o IPVA é mais barato”, resume Marcelo Magalhães, diretor da BM Point, empresa gaúcha que atua na comercialização de veículos importados.  Magalhães nota, também, que os proprietários de importados estão realizando a manutenção dos veículos com maior freqüência, sinalizando que ficarão com ele por um período maior. “O prazo médio de troca que era de três anos está passando para cinco anos”, observa Magalhães.

Outra mudança que está acontecendo na área de importados é a migração para centros técnicos especializados em determinadas marcas, que oferecem pacotes de manutenção por preços mais atraentes que as concessionárias oficiais. “Hoje, o proprietário de importado é fiel à concessionária somente no período do prazo de garantia”, resume Marcelo Magalhães.

Entre os modelos de semi-novos importados mais atraentes para a compra estão veículos da Audi e da Volvo. Um Volvo S40 2001 pode ser adquirido por R$ 54 mil, enquanto um modelo zero quilômetro não sai por menos de R$ 155,2 mil. Neste caso, o semi-novo de cinco anos sai por menos de 35% do valor de um zero quilômetro. Outro exemplo é o Audi A4 1.8 turbo, cujo preço de tabela  está em R$ 163 mil, enquanto o mesmo modelo de 2001 sai por R$ 84 mil.

A nova realidade do mercado de veículos importados no Brasil é observado pelas marcas associadas à ABEIVA (Associação Brasileira de Empresas Importadoras de Veículos Automotores), que nos primeiros quatro meses de 2006 registrou uma queda de 3,17% em suas vendas. Entre janeiro e abril de 2006, as associadas da ABEIVA comercializaram um total de 1559 veículos, contra os 1610 vendidos no mesmo período de 2005. Com um detalhe: em abril de 2005 a média do dólar era de R$ 2,73, valor que caiu para R$ 2,12 em abril de 2006.

 

O que nós lemos...

 

Infelizmente, os cadernos sobre automóveis que são escritos em Porto Alegre estão sofrendo de um mal horrível: Erros graves de informações.  Leio o caderno de dois jornais, já que o resto nem me presto tamanha a inexpressão de seus editores, e justamente nestes é que tenho lido cada asneira nestes últimos meses que, pra quem conhece sobre o assunto, chega a dar um frio na espinha ao saber que aquilo será lido por leigos e pior, absorvido por eles. Não que fará alguma diferença na vida deles, mas quem conhece e lê aquilo, chega a ser um insulto saber que os jornais não têm um controle eficiente sobre o que seus jornalistas automotivos escrevem sobre carros ou sobre a história destes.

Acompanho sempre os cadernos de automobilismo dos principais jornais aqui de Porto Alegre, e justamente neles é que vejo esses pequenos horrores escritos, erros que passam batidos, como os mais recentes que vi, onde o jornalista “especializado” diz que a Autolatina acabou em 1988, junto com o fim da produção do (Ford) Versailles, ou que o Ka, na motorização 1.6 é "flex" e tem 105 cv de potência. Eu sempre defendi que uma pessoa, para escrever bem sobre determinado tema, ela tem que ter em mente 2 pontos principais: primeiro, conhecer sobre o que ela está escrevendo, e de preferência, conhecer bem para não falar besteira, e segundo, caso escreva sobre a história de determinado modelo, então que pesquise muito bem, caso não conheça tal trajetória para não escrever coisas bizarras sobre o modelo.

O grande mal do jornalismo automotivo aqui em Porto Alegre, e que defendi tal ponto de vista em um fórum sobre jornalismo automotivo na Internet, é que qualquer pessoa que tenha uma boa redação, tenha um bom texto, acha que está apto a escrever um texto sobre carros. Não basta ler um release enviado pelas fábricas para escrever algo bom sobre carros. Tem que conhecer carro, viver carro e conhecer a história do modelo que se pretende a escrever. Sinceramente, não é o que eu vejo hoje aqui em Porto Alegre, e sim, um grupo que se acha "seleto" escrevendo verdadeiras asneiras sobre carros, e aí também questiono onde estão as fábricas e suas assessorias de imprensa, que no mínimo, deveriam ler estas reportagem e ver os erros que este pessoal comete, para que, quem sabe, melhore um pouco a qualidade do pessoal que escreve sobre este assunto por aqui, e que curiosos ou jornalistas que tenham bons textos, não achem que só este adjetivo os qualifique a se tornarem bons jornalistas automotivos.

Outro fato que me causa perplexidade são as recentes matérias que tenho visto sobre a compra de carros usados. Além de estar na faculdade de Jornalismo para me especializar e tentar entrar neste patético "circulo fechado" (sim, patético por que é essa a impressão que me passa já que em todas a vezes que tentei entrar neste meio sempre esbarrei em inúmeros problemas, então a conclusão que cheguei é que para ser jornalista automotivo aqui em Porto Alegre, o que menos importa é conhecer sobre carros, isso é um detalhe sem importância.) trabalho com carros ha uns bons 15 anos da minha vida, prestando assessoria a pessoas que querem comprar seus carros, sendo ele novo ou usado, então, cada vez que vejo matérias sobre como comprar carros seminovos, chega a me dar um frio na espinha ao ver o que está escrito nos jornais. Já falei uma vez aqui e vou falar de novo, um vendedor de loja autorizada não é especialista nem na marca que ele vende (claro que aqui não vou generalizar, mas em uns 85% dos casos, a realidade é essa... lei da selva aqui também existe), quanto mais, amigo de quem vai comprar o carro, ele está lá somente como um elo entre você e a fábrica para poder fechar o negócio. Claro que com um "picareta" não é diferente, basta olhar pela sua janela e ver as "bombas" que circulam pelas ruas com seus felizes proprietários enganados. Então quando vejo "gerente de vendas", "executivo de vendas" ou qualquer colocação do gênero falando como você deve proceder pra não ser enganado na hora de comprar um carro, tenha sempre em mente que estes também não passam de simples vendedores querendo "vender seu peixe", e sempre no fim de cada matéria, diz "para executar um negócio seguro, compre carros somente em revendas autorizadas", como se isso fosse uma enorme garantia, e mesmo com programas de qualificação de usados, já vi cada bomba a venda que contando aqui sem imagens é difícil imaginar. Tenho meus meios para saber se um carro é bom um ruim, e aliado a um salvador cadastro nacional de veículos que tem na internet, podemos saber com certeza o histórico de um carro desde o dia que ele saiu da revenda, e isto sim, junto a um bom olho clínico, é uma ferramenta eficaz na hora da compra, mas é uma pena que ele é pouco divulgado, por que iria desmascarar na hora mais da metade dos lojistas da capital. No mercado paralelo também existem pessoas mal intencionadas, e disto ninguém está livre, falo por experiência própria, já que comprei o carro da minha namorada em um conhecido (e também por ver que o carro estava ótimo depois de uma severa análise) e mesmo assim, o carro apresentar alguns problemas (nada sério ou perceptível a um usuário "comum", mas pra quem conhece alguma coisa sobre carros, já era algo bem desagradável). Pra finalizar o parágrafo, o jornalista especializado que conhece sobre o assunto, ele mesmo tem artifícios próprios para escrever uma matéria, e ao buscar embasamento de outro especialista, este seria somente para acrescentar um plus em seu texto, e não fazê-lo com base no que a pessoa consultada está dizendo.

Mas como diz aquele ditado assaz pitoresco "Deus dá osso pra quem não tem dente", sigo escrevendo minhas colunas por aqui e no meu estágio, que está me dando uma visibilidade ótima em um assunto completamente diferente do que eu realmente gostaria de estar escrevendo. Mas como no jornalismo nós não escolhemos a área por onde começar, já está de bom tamanho poder assinar minhas matérias e ver o reconhecimento por este trabalho.

Abraço e até o próximo teste, que eu estou a horas prometendo e não rola pela mais pura falta de tempo, mas sai... Em breve, mas sai!

 

Complicações do dia a dia...

 

        Pessoal, a coisa ta corrida, e como se não bastasse isso, ainda to em descrédito com vocês leitores.  Coloquei que em breve sairia o teste da Cherokee Limited e da Ranger 3.0. Bem, de fato, vão sair... Da pauta atual mesmo, pelo menos a Cherokee, que é um carro de acesso mais difícil. Mas a Range ainda está nos planos, assim como (pasmem...) a Kombi com motor 1.4 refrigerado a água, o novo Megane (este sai certo semana que vem) e uma avaliação mais completa do Mille Fire Flex.

De diferente, vou colocar aqui também uma reportagem com um Landau 1981 modificado, no qual o proprietário rebaixou o teto do carro, pintou com outra cor mais atual, mas que não perdesse a elegância característica do modelo, além de outras alterações de bom gosto no seu veículo (claro, por que se fosse bagaço eu nem estaria anunciando por aqui...) Este ainda está na fase de acabamentos, mas já vamos dar uma prévia dele por aqui.

No mais, espero voltar em breve por aqui com estas novidades.

 Inté!

 

Mille Fire Flex

 

Landau 1981 modificado (em fase de acabamento)

 

Mercado

 

Mais uma vez... O que levar pelo mesmo preço...?

 

        Pra variar, nas minhas andanças pelas lojas e internet, me deparo com uma raridade no nosso mercado. Uma Pathfinder 94 em estado de zero km. Completa, com bancos em couro (impecáveis, não rachados por causa do uso), teto solar, 4x4, câmbio automático e o espaço interno que dispensa comentários, comum a qualquer utilitário esportivo que se destine a família. O preço dela: 22,900 reais. Agora me pergunto, claro que gosto é uma coisa pessoal, não se discute, mas mesmo assim, gosto de jogar mais pimenta nesse assunto. Um veículo 1.0, básico, hoje custa na casa dos 21,900 dependendo do modelo. Vamos colocar aqui, em questão, um Pálio 1.0 fire flex, (nada pessoal, mas foi o que me venho à cabeça de imediato agora por ter visto um anúncio no jornal...). Bom carro, ótimo desempenho graças ao seu motor flex de 65cv (a Fiat fez milagres nesse motor FIRE) e bom consumo. Mas vamos deixar de lado estas questões e analisar somente carro: o que é mais negócio? Uma Pathfinder, completíssima, mesmo com 12 anos de uso, e olha que já andei muito em Pathfinder, de diversos anos, desde o modelo 94 até a 2001 e mesmo na mais antiga, o silêncio no habitáculo é algo anormal para um carro com 12 anos de uso, isso sem falar no conforto de rodagem, algo muito superior nela do que em qualquer utilitário esportivo, que paga anualmente de 500 a 600 reais de IPVA, que consome um pouco acima da média (mas convenhamos, todo luxo tem seu conforto, ainda mais em um congestionamento na BR 116 às 19h... ar ligado e câmbio automático ao invés de vidros abertos, barulho de estrada e embreagem entre uma 1ª e 2ª...), manutenção pouca coisa acima da média, isso quando ela resolve querer visitar uma, coisa bem difícil de acontecer, ou um carro, zero km, sem nem sequer ar quente, mas com cheirinho de novo, que se paga além do preço dele, mais uns 1,200 reais para emplaca-lo e pagar o ipva, além de estar preso a uma garantia de fábrica que sempre que pode, “crava” os dentes na hora da revisão em coisas que nem sempre são necessárias ao carro novo?

Em relação aos custos ainda não citados, pela pesquisa que fiz rapidamente antes de escrever essa matéria, IPVA ambos pagam quase a mesma coisa (o Pálio é pouquíssima coisa mais caro que a Pathfinder), seguro, as fontes consultadas não tinham repassado a cotações até o fechamento desta matéria. Manutenção, como já dito, o Pálio, com uma mecânica simples, porém extremamente moderna e atual, leva uma pequena vantagem, em relação a Pathfinder, que conta com um conjunto mecânico mais forte, redimensionado, por ser um carro com tração nas 4 rodas e por isso, mais propício a falhas mecânicas. Mas também, como é mais forte justamente por ser tracionada, o risco destes problemas aparecerem é muito baixo, ainda mais se usada na maior parte o tempo na cidade e estradas asfaltadas. Conta com a opção de poder também pegar estradas sem pavimento e locais de difícil acesso, fato já um pouco improvável que o Pálio leve seus ocupantes até este local onde barro, pedras e atoleiros predominam.

 

Bom, a pessoa que comprou essa Pathfinder deixou claro o ponto de vista dela. Ficou com a 1ª opção. Confesso que também ficaria, por questão de espaço, conforto e segurança, por mais que já tenha 12 anos de uso e um motor v6 pra alimentar. Pelo menos na hora de pegar a estrada, não precisa ficar analisando o porta-malas para ver como as malas vão caber dentro do compartimento...

 

Mesmo com 12 anos, ainda tem o poder de chamar a atenção quando impecável, como

o exemplar da foto, que estava a venda em uma loja de Porto Alegre.

 

 

Detalhes revelam bom estado da SUV e o cuidado do ex proprietário.

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